Ex-executivos processam grupo ASA, de Alberto Safra, por bônus
Cerca de dez ex-executivos do grupo financeiro ASA moveram ações trabalhistas milionárias contestando o pagamento de bônus e verbas rescisórias.
Pontos principais
- Dez ex-executivos seniores buscam indenizações que variam entre R$ 1 milhão e R$ 8 milhões.
- A disputa envolve o não pagamento integral de bônus após alterações no modelo de remuneração em 2025.
- Os autores das ações pedem o reconhecimento da natureza salarial de verbas classificadas pela empresa como prêmios discricionários.
- O grupo ASA nega as irregularidades e afirma que os valores discutidos não possuem natureza salarial.
Cerca de dez ex-executivos seniores do grupo financeiro ASA, fundado por Alberto Safra, ingressaram com ações trabalhistas contra a companhia. Os processos, que tramitam majoritariamente em primeira instância na Justiça do Trabalho, somam pedidos de indenização entre R$ 1 milhão e R$ 8 milhões por profissional. O conflito central reside na contestação de pagamentos de bônus e na natureza jurídica de verbas rescisórias, que foram alteradas após mudanças no modelo de remuneração da empresa implementadas em 2025. Os ex-funcionários alegam que as cartas-oferta originais garantiam valores que não foram integralmente honrados, buscando agora o reconhecimento de natureza salarial para fins de cálculo de encargos. Em contrapartida, o grupo ASA contesta as alegações, sustentando que os pagamentos possuem caráter discricionário e que a empresa atuou em conformidade com a legislação vigente durante a relação de trabalho.
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