Governo Central registra superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho
Resultado reverte déficit de 2025, mas o acumulado do ano de 2026 ainda apresenta saldo negativo de R$ 81,3 bilhões.
Pontos principais
- O superávit de R$ 10,8 bilhões em julho superou as expectativas do mercado financeiro.
- O desempenho foi impulsionado por um aumento de 7,7% na receita líquida e queda de 20,7% nas despesas totais.
- O Tesouro Nacional registrou superávit de R$ 33,3 bilhões, compensando déficits na Previdência e no Banco Central.
- Fatores como receitas de petróleo e o cronograma de precatórios contribuíram para o resultado positivo.
- A meta fiscal para 2026 prevê um superávit de R$ 34,3 bilhões, com margem de tolerância até o zero.
O Governo Central registrou um superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho de 2026, marcando o melhor desempenho para o mês desde 2022. O resultado representa uma reversão significativa em relação ao mesmo período de 2025, quando o país contabilizou um déficit de R$ 59,1 bilhões. Segundo dados do Tesouro Nacional, o saldo positivo foi sustentado por um aumento real de 7,7% nas receitas líquidas, que atingiram R$ 226,3 bilhões, e por uma redução de 20,7% nas despesas totais, que somaram R$ 215,5 bilhões no mês. O desempenho foi favorecido pela arrecadação com impostos sobre a exportação de petróleo e pela alteração no calendário de pagamentos de precatórios, que concentrou desembolsos em meses anteriores. O Tesouro Nacional foi o principal responsável pelo superávit, com saldo positivo de R$ 33,3 bilhões, o que permitiu absorver os déficits registrados pela Previdência Social e pelo Banco Central. Apesar do resultado favorável em julho, o cenário fiscal acumulado de 2026 permanece desafiador, com um déficit de R$ 81,3 bilhões entre janeiro e julho. A meta fiscal estabelecida para o ano é de um superávit de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB, contando com uma margem de tolerância que permite resultados até o zero.
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