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COP17 alerta para crise hídrica e degradação do solo na Ásia Central

Relatórios da ONU na COP17 apontam que a degradação ambiental ameaça a segurança alimentar e hídrica na Ásia Central e em pequenos países insulares.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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26/08 às 15:31

Pontos principais

  • A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação ocorre em Ulaanbaatar, na Mongólia.
  • Geleiras da Ásia Central encolheram 30% nos últimos 50 anos, impactando o abastecimento de água.
  • Mais de 80 milhões de hectares degradados na Ásia Central afetam 24 milhões de pessoas e geram prejuízos de US$ 6 bilhões ao ano.
  • Pequenos países insulares em desenvolvimento enfrentam insegurança alimentar grave para 16,3 milhões de pessoas.
  • O financiamento atual para adaptação climática nos países insulares é de US$ 2 bilhões, frente a uma necessidade de US$ 11,7 bilhões.

A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada em Ulaanbaatar, Mongólia, trouxe à tona dados alarmantes sobre a degradação ambiental em regiões vulneráveis. Relatórios do Global Land Outlook indicam que a Ásia Central e pequenos países insulares em desenvolvimento (SIDS) enfrentam pressões sem precedentes sobre seus recursos naturais. Na Ásia Central, o encolhimento de 30% das geleiras nas últimas cinco décadas tem agravado a escassez hídrica, prejudicando milhões de habitantes e causando prejuízos bilionários à economia local. Paralelamente, os SIDS lidam com uma crise de insegurança alimentar que atinge mais de 16 milhões de pessoas. O cenário é agravado pelo déficit de financiamento internacional, visto que o aporte anual de US$ 2 bilhões para adaptação climática nestas nações insulares está muito abaixo dos US$ 11,7 bilhões necessários para mitigar os impactos da crise climática.

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