TCU alerta para risco de paralisação nas obras de Angra 1
Falta de recursos para o programa de extensão de vida útil da usina nuclear pode elevar custos e interromper o cronograma das obras.
Pontos principais
- O TCU identificou insuficiência financeira para contratos do Programa de Extensão de Vida Útil de Angra 1.
- A falta de verbas ameaça elevar o custo total do projeto e causar a paralisação das atividades.
- O tribunal autorizou uma auditoria em cinco contratos que totalizam R$ 438,8 milhões.
- O Ministério de Minas e Energia e a Eletronuclear foram notificados sobre as irregularidades.
O Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu um alerta ao Ministério de Minas e Energia sobre a escassez de recursos destinados ao Programa de Extensão de Vida Útil da usina nuclear Angra 1. Segundo a Corte, a falta de verbas compromete a execução dos contratos vigentes, criando um cenário de risco que pode resultar na redução do ritmo ou na paralisação total das obras. Para investigar a gestão dos fundos, o órgão autorizou uma auditoria detalhada em cinco contratos que somam aproximadamente R$ 438,8 milhões.
A notificação também foi enviada à Eletronuclear e ao Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro. A preocupação central do TCU é que a interrupção das obras gere um aumento significativo no custo global do projeto, impactando a viabilidade da extensão operacional da usina. A auditoria busca garantir a transparência e a continuidade do cronograma essencial para a segurança energética nacional.
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