Dívida pública federal cresce 0,22% e atinge R$ 9,28 trilhões em julho
O endividamento do governo federal subiu para R$ 9,28 trilhões em julho, pressionado pelo impacto dos juros sobre o estoque da dívida.
Pontos principais
- A dívida pública federal avançou de R$ 9,26 trilhões em junho para R$ 9,28 trilhões em julho de 2026.
- O crescimento foi impulsionado pela apropriação de juros, que somaram R$ 85,53 bilhões no período.
- O Tesouro Nacional elevou a meta de títulos atrelados à Selic para o fim de 2026, situando-a entre 49% e 53%.
- O custo médio acumulado da dívida em doze meses apresentou queda, atingindo 12,45% ao ano em julho.
- A projeção oficial do Tesouro mantém o estoque da dívida entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões para o fechamento de 2026.
A dívida pública federal brasileira registrou alta de 0,22% em julho de 2026, alcançando o montante de R$ 9,28 trilhões. O resultado foi influenciado principalmente pela incidência de juros, que adicionaram R$ 85,53 bilhões ao estoque total, movimento parcialmente mitigado por um resgate líquido de R$ 65,14 bilhões. Em paralelo, o Tesouro Nacional ajustou seu Plano Anual de Financiamento, elevando a meta de participação de títulos atrelados à Selic para a faixa de 49% a 53% até o final do ano, em resposta à maior volatilidade econômica. Apesar da elevação mensal, o custo médio acumulado da dívida em doze meses recuou para 12,45% ao ano. O governo mantém a expectativa de que o estoque total encerre 2026 dentro do intervalo projetado entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões, contando com uma reserva de liquidez de R$ 1,37 trilhão.
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