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Dívida pública federal sobe 0,22% e atinge R$ 9,28 trilhões em julho

O estoque da dívida pública federal cresceu em julho, impulsionado pela apropriação de juros, enquanto o Tesouro Nacional revisou metas para títulos atrelados à Selic em 2026.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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26/08 às 15:46, atualizado 18:03

Pontos principais

  • O estoque da Dívida Pública Federal subiu de R$ 9,26 trilhões em junho para R$ 9,28 trilhões em julho.
  • A apropriação de juros, estimada entre R$ 85,5 bilhões e R$ 89,9 bilhões, foi o principal fator de alta no período.
  • O Tesouro Nacional elevou a meta de participação de títulos atrelados à Selic para o intervalo de 49% a 53% até o fim de 2026.
  • Houve redução nas metas de participação para títulos prefixados (20% a 24%) e corrigidos pela inflação (21% a 25%).
  • O custo médio acumulado da dívida em doze meses recuou para 12,45% ao ano em julho.
  • A reserva de liquidez atingiu R$ 1,37 trilhão, cobrindo 7,81 meses de vencimentos da dívida.
  • A projeção oficial do Tesouro para o estoque total ao final de 2026 permanece entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Federal brasileira registrou um crescimento de 0,22% em julho de 2026, alcançando o patamar de R$ 9,28 trilhões. O avanço foi impulsionado majoritariamente pela apropriação de juros, que somou quase R$ 90 bilhões no mês, compensando parcialmente os resgates líquidos realizados pelo Tesouro Nacional. Apesar da alta mensal, o custo médio do estoque da dívida apresentou uma leve queda, situando-se em 12,45% ao ano no acumulado de doze meses.

Paralelamente ao resultado mensal, o Tesouro Nacional anunciou uma revisão no Plano Anual de Financiamento (PAF) para 2026. A principal mudança foi o aumento da meta de participação de títulos corrigidos pela Taxa Selic, que agora deve compor entre 49% e 53% do total da dívida. Esse ajuste reflete a estratégia do governo diante da volatilidade econômica e da demanda do mercado por papéis pós-fixados. As metas para títulos prefixados e atrelados à inflação foram reduzidas, enquanto a projeção para o estoque total da dívida ao final de 2026 foi mantida entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

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