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Indicado de Trump para embaixada no Brasil nega interferência eleitoral

Daniel Perez, nomeado para a embaixada dos EUA em Brasília, afirmou que não se envolverá nas eleições brasileiras de outubro.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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25/08 às 14:02, atualizado 05/10 às 15:01

Pontos principais

  • Daniel Perez, indicado por Donald Trump, declarou que manterá neutralidade no processo eleitoral brasileiro.
  • O diplomata afirmou que pretende colaborar com qualquer candidato que vença o pleito presidencial.
  • A nomeação de Perez ainda aguarda o agrément do governo brasileiro para ser oficializada.
  • O governo brasileiro demonstrou incômodo com o anúncio da indicação sem consulta prévia.
  • A relação diplomática entre os países enfrenta tensões, incluindo a recente revogação de vistos de diplomatas brasileiros pelos EUA.

O indicado pelo presidente Donald Trump para chefiar a embaixada dos Estados Unidos em Brasília, Daniel Perez, declarou publicamente que não pretende interferir nas eleições brasileiras de outubro. Em entrevista recente, o diplomata enfatizou que sua atuação será pautada pela neutralidade, assegurando que trabalhará com qualquer candidato que for eleito pelos brasileiros. Perez, que já presidiu a Câmara de Deputados da Flórida, destacou que suas prioridades incluem a proteção de cidadãos americanos e a recomposição dos laços diplomáticos e econômicos entre as duas nações.

A nomeação de Perez ocorre em um momento de impasse nas relações bilaterais. O governo brasileiro sinalizou a intenção de adiar a concessão do agrément — o aval formal para a posse do embaixador — para o período pós-eleitoral. O desconforto diplomático foi agravado pelo fato de a indicação ter sido anunciada sem uma consulta reservada às autoridades brasileiras. Como desdobramento dessa crise, os Estados Unidos revogaram, em agosto, o visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti, medida interpretada como uma retaliação à demora do Brasil em aceitar o nome de Perez. O diplomata agora busca superar esses entraves para normalizar a interlocução entre Washington e Brasília.

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