Daily Journal
Daily Journal

Presidente do STM defende Justiça comum para casos de violência doméstica

Ministra Maria Elizabeth Rocha argumenta que Justiça Militar carece de competência para aplicar medidas protetivas essenciais às vítimas.

Daily Journal
Foto: Agência Brasil - EBC
||
24/08 às 19:15

Pontos principais

  • A ministra Maria Elizabeth Rocha defendeu a transferência de casos de violência doméstica envolvendo militares para a Justiça comum.
  • A declaração foi feita durante um evento da OAB-RJ que debateu os 20 anos da Lei Maria da Penha.
  • Segundo a magistrada, a Justiça Militar não possui ferramentas legais para aplicar medidas protetivas de natureza cível.
  • O evento também incluiu o lançamento de obras jurídicas focadas na Lei Maria da Penha e direitos humanos.

Durante um evento realizado pela OAB-RJ em comemoração aos 20 anos da Lei Maria da Penha, a presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha, defendeu que crimes de violência doméstica cometidos por militares sejam julgados pela Justiça comum. A magistrada argumentou que a Justiça Militar não possui competência legal para a aplicação de medidas protetivas de natureza cível, instrumentos fundamentais para garantir a segurança e a integridade física das mulheres vítimas de agressão. A proposta visa assegurar que as vítimas tenham acesso pleno aos mecanismos de proteção previstos na legislação brasileira, que muitas vezes não encontram respaldo direto no rito processual militar. O debate integrou uma série de discussões sobre direitos humanos e a eficácia da Lei Maria da Penha no cenário jurídico atual, destacando a necessidade de ajustes institucionais para o combate efetivo à violência de gênero.

Tópicos relacionados

Comentários

Carregando comentários...