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Governo Trump planeja revogar até 200 mil vistos de solicitantes de asilo

A administração Trump prepara a revogação de até 200 mil vistos B1 e B2 de estrangeiros que pediram asilo após entrar como turistas ou a negócios, na maior ação de revogação em massa da história dos EUA, com anúncio previsto para as próximas semanas.

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Foto: G1 Mundo
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24/08 às 18:15, atualizado 23:03

Pontos principais

  • A medida mira vistos B1 e B2 emitidos entre 2016 e 2026, segundo documentos do Departamento de Estado obtidos pela Associated Press.
  • Os alvos são estrangeiros que entraram como turistas ou a negócios e depois pediram asilo para permanecer nos EUA; a maioria dos casos pendentes será recategorizada, não simplesmente encerrada.
  • O Departamento de Estado cruzou dados de pedidos de asilo do serviço de imigração dos EUA (USCIS) para identificar os vistos a revogar, em coordenação com o Departamento de Segurança Interna.
  • O vice-secretário de Estado, Christopher Landau, chamou parte dos pedidos de asilo de "fraudulentos" e disse que "asilo não deveria ser uma brecha para contornar a lei de imigração".
  • O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, afirmou que o número de revogações "seguirá dinâmico" e ocorrerá "de forma contínua", sem cronograma fixo.
  • Um anúncio formal da medida é esperado nas próximas semanas, segundo autoridades ouvidas pela AP.
  • A revogação do visto não implica deportação imediata, mas altera o status migratório dos afetados.
  • Nos últimos 18 meses, o governo já revogou cerca de 175 mil vistos por outros motivos, como condenações criminais.
  • Quem solicita hoje visto B1/B2 já precisa afirmar que não pretende pedir asilo nos EUA.
  • Especialistas preveem que a medida deve enfrentar contestações jurídicas nos tribunais americanos.

O governo do presidente Donald Trump prepara uma das maiores operações de revogação de vistos da história dos Estados Unidos, atingindo até 200 mil estrangeiros, segundo documentos do Departamento de Estado obtidos pela Associated Press. A iniciativa foca em indivíduos que ingressaram no país com vistos de negócios ou turismo (categorias B1 e B2) emitidos entre 2016 e 2026, mas que posteriormente solicitaram asilo para tentar fixar residência permanente. Para identificar os alvos, o Departamento de Estado cruzou seus registros com dados de pedidos de asilo obtidos junto ao serviço de imigração dos EUA (USCIS) e coordena a ação com o Departamento de Segurança Interna; a maior parte dos processos pendentes será recategorizada, não simplesmente encerrada.

A revogação não implica deportação automática, mas altera o status legal dos afetados, tornando sua permanência mais precária. O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, disse que o número de revogações "seguirá dinâmico" e será feito "de forma contínua", sem cronograma fixo, com anúncio formal previsto para as próximas semanas. O vice-secretário de Estado, Christopher Landau, chamou parte desses pedidos de asilo de fraudulentos, afirmando que "asilo não deveria ser uma brecha para contornar a lei de imigração". A medida vem depois de o governo já ter revogado cerca de 175 mil vistos nos últimos 18 meses por outros motivos, como condenações criminais, e de passar a exigir que solicitantes de visto B1/B2 afirmem não pretender pedir asilo no país.

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