Acesso a terapias para esclerose múltipla cresce 25% no SUS
Estudo do Hospital Albert Einstein aponta que novas diretrizes de 2021 ampliaram o acesso a tratamentos de alta eficácia no sistema público.
Pontos principais
- O número de pacientes em tratamento para esclerose múltipla no SUS cresceu 25,9% entre 2019 e 2023.
- A distribuição do medicamento Natalizumabe registrou alta de 44,5% no período analisado.
- A atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de 2021 impulsionou a migração de pacientes para terapias de alta eficácia.
- Houve um aumento de 82% na adoção de tratamentos mais avançados após a revisão das diretrizes nacionais.
- A eficácia da implementação variou conforme a disponibilidade de neurologistas e centros especializados em cada região.
Um estudo realizado pelo Hospital Israelita Albert Einstein revelou que a revisão do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de 2021 foi determinante para ampliar o acesso a tratamentos de alta eficácia contra a esclerose múltipla no SUS. Entre 2019 e 2023, o número de pacientes assistidos pelo sistema público aumentou 25,9%, acompanhado por um crescimento de 44,5% na distribuição do fármaco Natalizumabe. A mudança nas diretrizes facilitou a migração de 82% dos pacientes para terapias mais modernas e eficazes, reduzindo barreiras de acesso. Contudo, a pesquisa destaca que a velocidade de incorporação dessas novas tecnologias ainda é desigual, sendo mais acelerada em regiões que concentram maior número de neurologistas e centros de referência especializados no tratamento da doença.
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