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Lula busca apoio de Trump em meio a tensões com Marco Rubio

O presidente brasileiro tenta contornar divergências diplomáticas com o secretário de Estado dos EUA por meio de interlocução direta com Donald Trump.

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Foto: InfoMoney
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22/08 às 09:01, atualizado 12:31

Pontos principais

  • Lula e Donald Trump mantiveram conversa telefônica de cerca de 80 minutos descrita como amistosa.
  • O governo brasileiro enxerga o presidente americano como um aliado improvável frente a críticas de Marco Rubio.
  • Lula afirmou que Trump reconheceu como incorreta a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.
  • Autoridades brasileiras apontam suposta coordenação entre a direita local e o Departamento de Estado dos EUA.
  • O embate diplomático ocorre em um contexto de proximidade das eleições no Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscou interlocução direta com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma tentativa de mitigar tensões diplomáticas e comerciais que marcam a relação bilateral. Segundo relatos, o governo brasileiro tem enfrentado um desgaste crescente com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, com quem o presidente brasileiro trocou críticas públicas. A estratégia do Planalto consiste em tratar Trump como um interlocutor capaz de atenuar os conflitos, distanciando-o das posições mais rígidas adotadas por Rubio. Durante o contato telefônico, que durou cerca de uma hora e 20 minutos, Lula afirmou que o líder americano reconheceu como equivocada a aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros, sinalizando uma possível abertura para a resolução de entraves comerciais. Enquanto o governo brasileiro sugere que o atrito com o Departamento de Estado reflete uma articulação entre a oposição brasileira e o governo americano, autoridades dos EUA argumentam que a crise é inflada por motivações eleitorais internas no Brasil. A movimentação ocorre em um momento sensível, com o calendário eleitoral brasileiro ganhando tração e o governo buscando estabilizar as relações externas para evitar impactos econômicos negativos. A eficácia dessa diplomacia direta, contudo, ainda é observada por analistas como um movimento de alto risco, dado o alinhamento ideológico entre o secretário de Estado e setores da direita brasileira.

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