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Mendonça ordena investigação sobre vazamentos no caso Lulinha

Ministro do STF atende defesa de Fábio Luís Lula da Silva e determina que a PF apure a origem de dados sigilosos vazados à imprensa.

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Foto: InfoMoney
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21/08 às 11:45 · atualizado 13:03

Pontos principais

  • A decisão de André Mendonça atende a um pedido da defesa de Fábio Luís Lula da Silva.
  • A investigação focará em identificar os responsáveis pelo vazamento de dados, excluindo jornalistas da apuração.
  • O procedimento será integrado ao inquérito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS.
  • Relatórios da PF investigam se Lulinha e outros empresários ultrapassaram limites legais em atividades de lobby.
  • A PGR defendeu o envio do inquérito à primeira instância por falta de indícios de envolvimento de autoridades com foro no STF.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou que a Polícia Federal instaure uma investigação para apurar o vazamento de informações sigilosas relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A decisão atende a um pedido da defesa, que questionou a divulgação de mensagens trocadas entre Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger, as quais sugeriam possíveis negociações envolvendo contratos públicos e intermediações junto ao governo. O ministro ressaltou que a apuração deve se concentrar em identificar os responsáveis pelo acesso e pela quebra de sigilo dos dados, preservando o sigilo da fonte jornalística e excluindo profissionais de imprensa do escopo da investigação.

Paralelamente, a Polícia Federal aprofunda as apurações sobre a atuação de Lulinha, Luchsinger e do empresário Fernando Bittar. Os investigadores analisam se o grupo formou um núcleo permanente para facilitar contratos públicos e influenciar alterações legislativas em troca de vantagens econômicas. Embora a PF aponte que as atividades podem ter extrapolado limites éticos e legais, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se pelo envio do inquérito à primeira instância da Justiça Federal, argumentando que, até o momento, não foram encontrados elementos que confirmem a participação de autoridades com foro privilegiado no STF ou a concretização efetiva de negócios ilícitos com a Administração Pública.

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