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Condenado por homicídio entrega provas contra grupo de Carlos Brandão à PF

Gilbson Cutrim Júnior acusa aliados do governador do Maranhão de desvio de verbas e pagamento de propina em troca de silêncio.

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Foto: G1 Política
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21/08 às 00:31

Pontos principais

  • Gilbson Cutrim Júnior entregou à PF documentos, fotos e registros que supostamente ligam o grupo do governador Carlos Brandão a esquemas de corrupção.
  • A defesa alega que o esquema envolvia a cobrança de propina de empresas que buscavam receber valores de gestões anteriores.
  • O homicídio cometido por Cutrim Júnior em 2022 é investigado pela PF como possível queima de arquivo relacionada à divisão de propinas.
  • O ministro Flávio Dino, do STF, determinou o afastamento de Daniel Brandão, sobrinho do governador, da presidência do TCE-MA por 180 dias.
  • O governador Carlos Brandão refutou as acusações, questionando a credibilidade do depoimento de um réu confesso.

O condenado por homicídio Gilbson Cutrim Júnior apresentou à Polícia Federal um conjunto de supostas provas que apontam para um esquema de desvio de dinheiro público envolvendo o grupo político do governador do Maranhão, Carlos Brandão. Segundo a defesa, o esquema consistia na cobrança de propina de empresas que possuíam créditos a receber de administrações passadas. O depoimento ganha relevância à medida que a PF investiga se o assassinato cometido por Cutrim Júnior em 2022, no Tech Office, teria motivações ligadas a disputas por esses valores ilícitos. Em desdobramento recente, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, afastou Daniel Brandão, sobrinho do governador, da presidência do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) por 180 dias. O governador Carlos Brandão negou categoricamente as irregularidades, classificando as alegações como desprovidas de credibilidade por partirem de um réu confesso.

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