Daily Journal
Daily Journal

Executor de homicídio acusa Daniel Brandão de emboscada no Maranhão

Em depoimento à PF, condenado por assassinato em 2022 afirma que o conselheiro do TCE-MA participou do crime e manipulou o inquérito policial.

Daily Journal
Foto: G1 Política
||
18/08 às 11:32 · atualizado 15:32

Pontos principais

  • Gilbson Júnior, executor do homicídio de João Bosco em 2022, afirmou que o crime foi uma emboscada articulada com Daniel Brandão.
  • O depoente alegou que sua versão inicial dos fatos foi ensaiada com a Polícia Civil para proteger a família do governador Carlos Brandão.
  • O ministro Flávio Dino, do STF, afastou Daniel Brandão do TCE-MA por 180 dias após identificar indícios de fraude processual.
  • Investigações apontam que o grupo político teria tentado silenciar o executor com subornos e promessas de vantagens financeiras.
  • A defesa do governador Carlos Brandão contesta a competência do STF no caso e nega qualquer irregularidade nas citações ao seu nome.

O condenado pelo assassinato do empresário João Bosco, ocorrido em 2022, prestou depoimento à Polícia Federal trazendo novas revelações sobre o caso. Segundo Gilbson Júnior, o homicídio foi uma emboscada planejada com a participação direta de Daniel Brandão, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA). O executor afirmou que a versão apresentada inicialmente às autoridades locais foi forjada em conjunto com a Polícia Civil para blindar o núcleo familiar do governador Carlos Brandão, alegando ainda que o crime estaria ligado a disputas por propinas e desvios de verbas públicas. O relato também menciona reuniões frequentes no Palácio dos Leões e orientações para que o autor do crime destruísse provas após o homicídio. Em resposta aos desdobramentos, o ministro do STF, Flávio Dino, determinou o afastamento cautelar de Daniel Brandão por 180 dias, citando indícios de fraude processual e interferência nas investigações. A defesa do governador Carlos Brandão, por sua vez, solicitou ao STF a suspensão do inquérito, argumentando que a corte não possui competência para supervisionar investigações contra governadores e que as acusações são inconsistentes. O caso, que anteriormente tramitava no STJ, segue sob análise do Supremo enquanto as autoridades apuram a extensão da suposta rede de proteção e corrupção envolvendo o alto escalão do governo estadual.

Tópicos relacionados

Comentários

Carregando comentários...