Executor de homicídio acusa conselheiro do TCE-MA de emboscada
Gilbson Júnior afirmou à PF que Daniel Brandão participou de crime em 2022 e articulou manipulação de inquérito policial para ocultar provas.
Pontos principais
- Gilbson Júnior, condenado pelo assassinato do empresário João Bosco em 2022, declarou à PF que o crime foi uma emboscada articulada por Daniel Brandão.
- O depoente alegou que sua versão inicial foi ensaiada com a Polícia Civil para proteger a família do governador Carlos Brandão.
- O ministro Flávio Dino, do STF, afastou Daniel Brandão do TCE-MA por 180 dias devido a indícios de fraude processual.
- Investigações apuram suposto esquema de desvio de verbas públicas e tentativas de interferência no inquérito do homicídio.
- A defesa do governador Carlos Brandão questiona a competência do STF para conduzir o caso, alegando violação ao princípio do juiz natural.
Em depoimento à Polícia Federal, Gilbson Júnior, condenado pelo homicídio do empresário João Bosco em 2022, acusou o conselheiro afastado do TCE-MA, Daniel Brandão, de participar diretamente de uma emboscada contra a vítima. Segundo o executor, o crime estaria ligado a um esquema de desvio de verbas públicas, e ele teria recebido orientações para apagar registros e fugir após o ocorrido. O depoente afirmou ainda que sua versão inicial dos fatos foi manipulada em conjunto com a Polícia Civil para evitar o envolvimento da família do governador Carlos Brandão. O caso, que tramita sob relatoria do ministro Flávio Dino no STF, resultou no afastamento cautelar de Daniel Brandão por 180 dias. Paralelamente, a defesa do governador solicitou a suspensão do inquérito, argumentando que o STF não possui competência para investigar o caso, defendendo que a tramitação deveria ocorrer no STJ.
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