Mulheres são minoria em seguros e previdência privada no Brasil
Pesquisa da Susep aponta que mulheres contratam menos seguros e realizam aportes 30% menores em previdência privada do que os homens.
Pontos principais
- A 1ª Pesquisa FeMa Meter, da Susep, indica menor presença feminina em produtos de proteção financeira.
- A previdência privada aberta tem a maior adesão feminina, com 44,9% de participação.
- Seguros rurais e climáticos apresentam a menor representatividade feminina, com apenas 13,4%.
- A contribuição média masculina em previdência é de R$ 17.218, superando em 30% a média feminina de R$ 13.187.
- Desigualdades salariais e sobrecarga de cuidados familiares são apontadas como causas da disparidade.
A primeira edição da pesquisa FeMa Meter, conduzida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) em 2026, revelou um cenário de desigualdade no acesso e na utilização de produtos de proteção financeira no Brasil. O levantamento aponta que as mulheres representam uma parcela minoritária entre os contratantes de seguros e previdência privada, além de aportarem valores significativamente inferiores aos dos homens. Enquanto a previdência privada aberta registra a maior participação feminina, com 44,9%, setores como o de seguros rurais e climáticos ainda enfrentam barreiras, atingindo apenas 13,4% de adesão por parte das mulheres.
Especialistas do setor financeiro associam essa disparidade a fatores estruturais, como a diferença salarial de gênero e a sobrecarga de responsabilidades domésticas e de cuidados familiares. O estudo reforça a necessidade de as seguradoras adaptarem suas estratégias de comunicação e oferta de produtos para mitigar essas lacunas, visando atender de forma mais inclusiva às necessidades financeiras específicas do público feminino.
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