Renda limitada impede contratação de seguros em favelas brasileiras
Pesquisa aponta que 85% dos moradores de favelas desejam seguros, mas a falta de orçamento e produtos adaptados barram o acesso ao serviço.
Pontos principais
- 85% dos moradores de favelas têm interesse em seguros, sendo que 54% já buscaram informações sobre o tema.
- 89% dos entrevistados relatam não ter sobra financeira no orçamento mensal para arcar com apólices.
- 60% dos moradores já sofreram roubo de celular e 47% perderam renda devido a doenças ou acidentes.
- Especialistas sugerem a criação de produtos mais simples e com linguagem acessível para o público periférico.
Uma pesquisa realizada pela CNseg em parceria com o Instituto Locomotiva revela um descompasso entre o interesse e a realidade financeira dos moradores de favelas brasileiras. Embora a grande maioria da população dessas regiões reconheça a importância da proteção financeira, a escassez de renda impede a contratação efetiva, já que quase 90% das famílias não possuem margem orçamentária para despesas extras. O levantamento destaca uma vulnerabilidade latente, com altos índices de perda de bens e renda por roubos ou problemas de saúde. Para especialistas, o setor de seguros precisa evoluir na oferta de produtos mais simples e adaptados à realidade dessas comunidades, superando barreiras de linguagem e canais de distribuição tradicionais. A democratização do acesso ao seguro é vista como um passo essencial para aumentar a resiliência financeira das famílias de baixa renda diante de imprevistos cotidianos.
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