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França oficializa lei que permite auxílio à morte para doentes incuráveis

Legislação entra em vigor após validação constitucional, permitindo que adultos com doenças incuráveis solicitem assistência para morrer.

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Foto: G1 Mundo
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19/08 às 09:01 · atualizado 19:31

Pontos principais

  • A lei é restrita a adultos com condições incuráveis que causem sofrimento insuportável.
  • O procedimento exige avaliação médica, verificação por comissão e período de espera de dois dias.
  • Profissionais de saúde possuem o direito de recusar a participação por motivos de consciência.
  • A substância letal deve ser administrada pelo próprio paciente, salvo em casos de incapacidade física.
  • A medida encerra quatro anos de debates e coloca a França ao lado de países como Bélgica e Canadá.

A França oficializou a entrada em vigor da nova lei sobre o fim da vida, que permite o auxílio à morte para pacientes adultos com doenças incuráveis e sofrimento insuportável. Após a validação pelo Conselho Constitucional e a promulgação pelo presidente Emmanuel Macron, o texto foi publicado no diário oficial do país. A legislação estabelece critérios rigorosos para a prática, incluindo a necessidade de avaliação médica e a verificação por uma comissão especializada, além de um período de espera obrigatório de dois dias após a aprovação do pedido. Em regra, a substância letal deve ser administrada pelo próprio paciente, embora a lei preveja exceções para indivíduos com incapacidade física que os impeçam de realizar o ato por conta própria. O texto também garante aos profissionais de saúde o direito de recusa por motivos de consciência. A implementação prática da medida ainda depende da publicação de decretos regulamentares adicionais pelo governo. O processo legislativo, que se estendeu por quatro anos, foi marcado por intensos debates parlamentares e consultas públicas. A decisão gerou reações divergentes na sociedade francesa, enfrentando críticas de organizações religiosas e grupos de defesa de pessoas com deficiência, que expressaram preocupações quanto à proteção de pacientes vulneráveis. Com esta medida, a França se junta a um grupo seleto de nações que já legalizaram práticas de morte assistida, como Bélgica, Holanda, Suíça e Canadá.

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