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Ibovespa tem segundo pior desempenho global em agosto com queda de 8,5%

O índice brasileiro recuou 8,54% em dólares no mês, superado apenas pela bolsa argentina, pressionado pela fuga de capital estrangeiro e incertezas locais.

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Foto: Times Brasil
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18/08 às 14:45, atualizado 22:01

Pontos principais

  • O Ibovespa registrou o segundo pior desempenho entre 21 bolsas globais monitoradas no mês de agosto.
  • A desvalorização do índice em dólares atingiu 8,54%, enquanto a queda em reais foi de 6,30%.
  • Investidores estrangeiros retiraram cerca de R$ 18 bilhões da B3 apenas no mês de agosto.
  • A alta dos juros dos Treasuries nos Estados Unidos tem drenado recursos de mercados emergentes.
  • Incertezas fiscais e o cenário eleitoral brasileiro de 2026 aumentam a aversão ao risco internacional.
  • O fluxo de investidores locais não tem sido suficiente para compensar a saída do capital externo.
  • Analistas do Bank of America revisaram para baixo as projeções para o Ibovespa ao final de 2026.

O mercado acionário brasileiro atravessa um período de forte pressão, acumulando uma queda de 8,54% em dólares durante o mês de agosto. Segundo dados da consultoria Elos Ayta, o Ibovespa apresentou o segundo pior desempenho entre 21 índices globais, ficando atrás apenas da bolsa argentina, que recuou 10,47% no mesmo período. O movimento negativo é agravado pela desvalorização do real, que perdeu 2,44% frente à moeda americana, ampliando as perdas para investidores estrangeiros que buscam ativos com maior previsibilidade em mercados desenvolvidos. A saída de capital externo, que totalizou cerca de R$ 18 bilhões em agosto, reflete uma combinação de fatores macroeconômicos e políticos. A alta dos juros nos Estados Unidos tem atraído recursos para ativos de menor risco e para o setor de tecnologia, enquanto, internamente, o cenário é marcado por incertezas fiscais, juros elevados e a cautela do mercado em relação ao pleito eleitoral de 2026. Analistas apontam que a falta de fundamentos domésticos sólidos, somada à instabilidade política, tem limitado o apetite ao risco, deixando o Ibovespa sem sustentação suficiente para uma recuperação consistente no curto prazo.

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