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EUA nomeiam Juan Pablo Segura para comandar relações com o Brasil

O governo Trump escolheu Juan Pablo Segura como novo secretário-assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental em meio a tensões diplomáticas.

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Foto: G1 Mundo
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17/08 às 21:31, atualizado 18/08 às 08:06

Pontos principais

  • Juan Pablo Segura substitui Michael Kozak na chefia do escritório responsável pela América Latina.
  • A nomeação ocorre em um cenário de desgaste diplomático entre Washington e Brasília.
  • Segura já criticou publicamente decisões do STF brasileiro relacionadas à rede social X.
  • O novo secretário focará no combate a cartéis e na agenda de segurança de Donald Trump.
  • O impasse diplomático envolve a troca de vistos e o atraso no agrément para o embaixador americano.

O governo dos Estados Unidos anunciou a nomeação de Juan Pablo Segura como o novo secretário-assistente de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental. O executivo, que possui histórico no setor de tecnologia e na administração pública da Virgínia, assume o cargo em um momento de deterioração nas relações diplomáticas com o Brasil. Segura substitui o embaixador Michael Kozak e terá como diretriz central a agenda de segurança do presidente Donald Trump, com foco prioritário no combate a cartéis e grupos narcoterroristas na região. A escolha do nome é vista como um movimento de alinhamento estratégico com a visão republicana para a América Latina. A transição ocorre em meio a um impasse diplomático que inclui a revogação do visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti, a negativa de vistos para diplomatas americanos pelo Itamaraty e o atraso do governo brasileiro em conceder o agrément para o embaixador indicado pelos EUA, Daniel Perez. Além das questões estruturais, a figura de Segura gera atenção adicional devido a críticas feitas por ele em 2025 contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, especificamente sobre multas aplicadas à rede social X e a remoção de perfis na plataforma. A gestão de Segura deverá enfrentar o desafio de equilibrar as prioridades de segurança da administração Trump com a necessidade de distensionar os laços bilaterais com o governo brasileiro.

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