Brasil mantém embaixadora nos EUA após revogação de seu visto
O governo brasileiro decidiu manter Maria Luiza Viotti em Washington, apesar da perda do visto, em meio ao impasse sobre a nomeação de Daniel Perez.
Pontos principais
- O governo dos EUA revogou o visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti.
- A medida foi justificada por Washington como retaliação pela demora do Brasil em conceder o aval diplomático ao indicado Daniel Perez.
- O Itamaraty confirmou que a diplomata permanecerá em Washington para exercer suas funções, apesar da restrição de reentrada no país.
- O governo brasileiro classificou a decisão americana como uma medida hostil e de interferência política.
- Autoridades brasileiras descartaram o retorno imediato da embaixadora para evitar dificuldades em um eventual reingresso nos EUA.
- O governo americano sinalizou que o visto pode ser restabelecido caso o Brasil aprove a nomeação de Perez para a embaixada em Brasília.
- A tensão diplomática ocorre em um cenário de atritos comerciais e políticos acumulados entre os dois países desde 2025.
O governo brasileiro anunciou que a embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, permanecerá em seu posto nos Estados Unidos, mesmo após a revogação de seu visto pelas autoridades americanas. A decisão, tomada pelo Itamaraty em conjunto com o Palácio do Planalto, visa manter a representação diplomática brasileira ativa em solo americano, apesar da restrição imposta que impede o retorno da diplomata ao país caso ela venha a sair do território dos EUA. A revogação foi apresentada por Washington como uma medida de reciprocidade devido à demora do Brasil em conceder o aval diplomático para a nomeação de Daniel Perez como novo embaixador dos EUA em Brasília.
O impasse reflete o desgaste nas relações bilaterais, que têm enfrentado tensões crescentes desde 2025, envolvendo disputas comerciais, tarifas sobre produtos brasileiros e divergências sobre segurança pública. Enquanto o governo dos EUA sustenta que a medida está alinhada à sua política externa, o Brasil repudiou a ação, classificando-a como uma forma de pressão política. Até o momento, o governo brasileiro optou por não adotar medidas de retaliação imediata, buscando evitar uma escalada maior na crise diplomática, enquanto mantém a embaixadora em Washington para assegurar a continuidade dos canais de comunicação entre as duas nações.
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