Dólar sobe a R$ 5,22 com tensões no Oriente Médio e incertezas fiscais
A moeda americana encerrou o dia em alta frente ao real, pressionada pela escalada do conflito entre EUA e Irã e por preocupações com o cenário político brasileiro.
Pontos principais
- O dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 5,2216, uma alta de 0,39%.
- A tensão geopolítica no Estreito de Ormuz eleva a aversão ao risco global e pressiona os preços do petróleo.
- O presidente Donald Trump ameaçou bombardear o Omã caso o país interfira no controle do Estreito de Ormuz.
- O mercado financeiro brasileiro reage com cautela a discussões sobre o fim da escala de trabalho 6x1.
- Investidores estrangeiros mantêm a tendência de saída de capital de ativos brasileiros em agosto.
- A incerteza sobre a política monetária do Federal Reserve contribui para a volatilidade cambial.
- O Ibovespa registrou queda, refletindo o ambiente de incerteza fiscal e política no país.
O dólar operou em trajetória de alta nesta terça-feira, encerrando o pregão cotado a R$ 5,2216. O movimento reflete a combinação de um cenário externo adverso, marcado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, e pressões internas relacionadas ao ambiente político e fiscal brasileiro. A instabilidade no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte de petróleo, tem mantido os investidores em busca de ativos de refúgio, elevando a cotação da moeda americana globalmente. O presidente Donald Trump elevou o tom ao ameaçar bombardear o Omã caso o país interfira no controle da região, intensificando o temor de um conflito de maiores proporções.
No Brasil, a cautela é amplificada por discussões legislativas, como a proposta de fim da escala de trabalho 6x1, que gera incertezas entre os agentes econômicos. Esse cenário, somado à persistente saída de capital estrangeiro dos ativos locais ao longo de agosto, pressiona o câmbio e contribui para a queda do Ibovespa. Além disso, o mercado segue monitorando os dados de atividade econômica nos Estados Unidos e as perspectivas para a política monetária do Federal Reserve, que continuam a influenciar o fluxo de investimentos em moedas emergentes.
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