Daily Journal
Daily Journal

Dólar sobe a R$ 5,21 com tensões entre EUA e Irã no Oriente Médio

A moeda americana opera em alta frente ao real nesta terça-feira devido à aversão ao risco global provocada pela escalada do conflito no Oriente Médio.

Daily Journal
Foto: G1 - Economia
||
18/08 às 09:45 · atualizado 10:34

Pontos principais

  • O dólar à vista registra alta, sendo negociado na casa dos R$ 5,21 durante o pregão desta terça-feira.
  • A tensão geopolítica escalou após o fechamento do Estreito de Ormuz e o anúncio de postura militar ofensiva pelo Irã.
  • O presidente Donald Trump ameaçou bombardear o Omã caso o país interfira no controle do Estreito de Ormuz.
  • A instabilidade na região pressiona os preços do petróleo e eleva a busca por ativos de refúgio no mercado financeiro.
  • Investidores ajustam expectativas sobre a política monetária americana diante das incertezas globais.

O dólar iniciou o pregão desta terça-feira em trajetória de alta, refletindo a crescente cautela dos investidores internacionais diante da deterioração do cenário geopolítico no Oriente Médio. A moeda americana atingiu a marca de R$ 5,21, impulsionada pelo fechamento do Estreito de Ormuz e pela postura militar ofensiva adotada pelo Irã após o fracasso nas negociações de cessar-fogo. O presidente Donald Trump elevou o tom das ameaças, declarando que os Estados Unidos poderiam bombardear o Omã caso o país interfira no controle da rota estratégica, o que intensificou a aversão ao risco nos mercados globais.

Além da instabilidade política, o mercado monitora de perto os impactos dessa crise nos preços do petróleo, que permanecem em patamares elevados e geram temores sobre pressões inflacionárias globais. A busca por ativos de refúgio mantém o índice do dólar fortalecido, enquanto investidores reavaliam suas apostas para a política monetária do Federal Reserve. Paralelamente ao cenário externo, o mercado financeiro brasileiro também reage a notícias corporativas locais, como o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas, embora o foco principal permaneça na volatilidade do câmbio frente às tensões internacionais.

Comentários

Carregando comentários...