Dólar oscila e Bolsa recua com tensões no Oriente Médio e inflação
O dólar encerrou o dia estável em R$ 4,89 e a Bolsa recuou mais de 1% sob efeito de tensões geopolíticas entre EUA e Irã e projeções de inflação.
Pontos principais
- O dólar encerrou a sessão com variação marginal, cotado a R$ 4,89, mantendo-se em patamares próximos aos de janeiro de 2024.
- A Bolsa de Valores brasileira fechou abaixo dos 182 mil pontos, com desvalorização superior a 1%.
- O Boletim Focus elevou a projeção da inflação para 2026 pela nona semana consecutiva, alcançando 4,91%.
- A rejeição de Donald Trump à proposta de paz do Irã mantém a volatilidade nos mercados globais e a cautela dos investidores.
- Analistas apontam que o fluxo de capital estrangeiro e as exportações de commodities dão suporte ao real diante das incertezas.
- O mercado aguarda a divulgação de indicadores macroeconômicos cruciais, como o CPI nos EUA e o IPCA no Brasil, para definir novas tendências.
O mercado financeiro brasileiro encerrou o dia com sinais mistos, refletindo a cautela diante de um cenário macroeconômico global incerto. Enquanto o dólar manteve estabilidade, cotado a R$ 4,89, a Bolsa de Valores brasileira apresentou recuo superior a 1%, encerrando o pregão abaixo dos 182 mil pontos. O desempenho dos ativos foi diretamente influenciado pela instabilidade nas negociações de paz no Oriente Médio, após o presidente Donald Trump rejeitar a proposta do Irã, o que mantém a pressão sobre o preço do petróleo Brent e a aversão ao risco entre investidores. Analistas observam que, apesar da tensão, o fluxo de capital estrangeiro e o desempenho das exportações de commodities têm sustentado o real.
No âmbito interno, a preocupação com a trajetória dos preços domésticos também pesa sobre as decisões dos agentes financeiros. O Boletim Focus registrou a nona elevação consecutiva na projeção da inflação para 2026, que agora atinge 4,91%. Com a expectativa voltada para a divulgação de indicadores como o CPI nos EUA e o IPCA no Brasil, o mercado permanece em estado de alerta. Especialistas sugerem que o atual patamar cambial pode levar investidores a buscar estratégias de diversificação internacional e proteção de carteira diante da volatilidade persistente.
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