Uso de bicicletas elétricas cresce 37 vezes no Brasil desde 2016
A expansão acelerada de bicicletas elétricas e autopropelidos no país levanta debates sobre segurança viária e a necessidade de melhor infraestrutura.
Pontos principais
- O número de bicicletas elétricas, autopropelidos e ciclomotores no Brasil aumentou 37 vezes entre 2016 e 2024.
- Especialistas afirmam que o planejamento urbano das cidades brasileiras não está preparado para a integração desses novos modais.
- O Contran estabelece três categorias distintas para esses veículos, com diferentes exigências de habilitação e licenciamento.
- Críticos apontam que a classificação atual permite o uso indevido de dispositivos em calçadas e ciclovias por menores de idade.
- O aumento de acidentes fatais em centros urbanos intensificou a discussão sobre a segurança e a fiscalização desses transportes.
O Brasil registrou um crescimento expressivo de 37 vezes na frota de bicicletas elétricas, autopropelidos e ciclomotores entre 2016 e 2024. Esse fenômeno, que altera a dinâmica da mobilidade urbana, coloca em evidência a falta de preparo das cidades brasileiras para integrar esses novos modais de transporte de forma segura. O debate ganhou urgência após o aumento de acidentes fatais envolvendo esses veículos em grandes centros urbanos, levantando questionamentos sobre a eficácia da regulamentação atual do Contran.
Embora o órgão divida os dispositivos em três categorias com exigências específicas de licenciamento e habilitação, especialistas e críticos alertam para brechas na legislação. A classificação de certos equipamentos como autopropelidos, por exemplo, tem facilitado o uso irregular em calçadas e ciclovias, inclusive por menores de idade, o que reforça a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa e de um planejamento urbano adaptado à nova realidade.
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