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Pesquisa Quaest aponta que 73% dos eleitores desaprovam uso de IA em campanhas

Levantamento revela forte resistência do eleitorado brasileiro ao uso de inteligência artificial na propaganda política, em meio a novas regras restritivas do TSE para o pleito de 2026.

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Foto: G1 Política
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17/08 às 10:46 · atualizado 12:33

Pontos principais

  • Apenas 21% dos eleitores brasileiros declaram aprovar o uso de ferramentas de inteligência artificial em campanhas eleitorais.
  • O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu normas rigorosas para o uso de IA, exigindo identificação clara do conteúdo gerado.
  • Fica proibida a circulação de materiais produzidos por IA nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas posteriores.
  • Plataformas digitais devem remover conteúdos que ataquem a integridade do sistema eleitoral ou incitem crimes contra o Estado.
  • A resolução do TSE veda o impulsionamento descentralizado de conteúdo político e proíbe que IAs recomendem candidaturas.
  • A desaprovação ocorre em um cenário de intensos debates sobre o uso de deepfakes, incluindo ações judiciais recentes contra campanhas.
  • A pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Uma pesquisa realizada pela Quaest revela que a maioria dos eleitores brasileiros, cerca de 73%, desaprova a utilização de inteligência artificial nas campanhas eleitorais. O dado reflete a crescente preocupação pública com a disseminação de desinformação e o uso de deepfakes, temas que ganharam relevância após episódios recentes de simulação de imagem e voz de figuras políticas, levando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a intervir no processo. Em resposta a esse cenário, o TSE aprovou novas diretrizes que impõem limites estritos ao uso de tecnologias digitais. Entre as medidas, destaca-se a obrigatoriedade de identificação clara de qualquer conteúdo gerado por IA e a proibição de sua circulação no período crítico de 72 horas antes e 24 horas após o dia da votação. Além disso, as plataformas digitais foram responsabilizadas pela remoção de conteúdos que atentem contra a integridade do sistema eleitoral ou incitem crimes contra o Estado Democrático de Direito. A regulação também veda práticas como o 'campeonato de cortes' e proíbe que ferramentas de IA recomendem ou façam o ranqueamento de candidatos. A resistência do eleitorado, captada pelo levantamento, sublinha o desafio das campanhas em equilibrar a inovação tecnológica com a necessidade de manter a transparência e a confiança no processo democrático durante a corrida eleitoral de 2026.

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