Pesquisa Quaest aponta divisão sobre interferência estrangeira em 2026
Levantamento mostra que 45% dos brasileiros temem interferência externa nas próximas eleições, enquanto 48% descartam a possibilidade.
Pontos principais
- 45% dos entrevistados acreditam na possibilidade de interferência estrangeira no pleito de 2026.
- A percepção de risco é mais alta entre bolsonaristas, com 64% de adesão à tese.
- Entre eleitores lulistas, 60% não acreditam na influência externa nas eleições.
- 57% dos que temem a interferência acreditam que ela favoreceria candidatos de direita.
- A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de agosto, com margem de erro de 2 pontos.
Uma nova pesquisa realizada pela Quaest revela que o eleitorado brasileiro está dividido quanto ao risco de interferência estrangeira nas eleições de 2026. Enquanto 48% dos entrevistados descartam qualquer influência externa no processo eleitoral, 45% consideram que a possibilidade é real. O levantamento destaca uma polarização ideológica acentuada: entre os eleitores que se identificam como bolsonaristas, o temor de interferência chega a 64%, ao passo que 60% dos lulistas rejeitam essa hipótese. Além disso, entre aqueles que admitem o risco, a maioria (57%) acredita que uma eventual interferência beneficiaria candidatos de direita. Realizado entre os dias 10 e 13 de agosto com 2.004 pessoas, o estudo reflete como a desconfiança sobre a integridade do sistema eleitoral permanece como um tema central no debate político nacional, influenciando a percepção pública sobre a segurança das futuras disputas nas urnas.
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