Celso Amorim defende aceleração de contramedidas comerciais contra os EUA
O assessor especial da Presidência argumenta que o Brasil deve aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às tarifas impostas pelo governo Trump.
Pontos principais
- Celso Amorim defende que o período de consultas sobre as tarifas americanas já foi suficiente.
- O assessor argumenta que a aplicação de contramedidas é necessária para fortalecer a posição do Brasil em negociações.
- O governo brasileiro avalia a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica como resposta oficial.
- Empresas brasileiras enfrentam riscos de tarifas retroativas por suspeitas de triangulação com produtos chineses.
- O vice-presidente Geraldo Alckmin prefere manter o foco em negociações diplomáticas, evitando o termo retaliação.
- O Ministério da Fazenda reforça a necessidade de diversificar o comércio exterior para reduzir dependências.
- Amorim também defende o aumento dos investimentos em Defesa para 2,5% do PIB diante do cenário geopolítico.
O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, defendeu publicamente que o governo brasileiro acelere a aplicação de contramedidas comerciais contra os Estados Unidos. Segundo Amorim, o período de consultas diplomáticas sobre as tarifas impostas pela administração de Donald Trump já se esgotou, sendo necessário avançar na implementação da Lei da Reciprocidade Econômica. O assessor sustenta que a sinalização de uma retaliação real é um instrumento indispensável para conferir maior peso ao Brasil em futuras rodadas de negociação com Washington, além de sugerir suporte estatal aos setores exportadores mais afetados. A postura de Amorim contrasta com a abordagem do vice-presidente Geraldo Alckmin, que tem enfatizado a continuidade do diálogo e a busca por uma solução negociada, evitando classificar as medidas brasileiras como uma retaliação direta. Enquanto isso, o Ministério da Fazenda, sob a gestão de Dario Durigan, reforça a estratégia de diversificação do comércio exterior para mitigar os impactos das tensões comerciais. O cenário é agravado pela crescente fiscalização dos EUA sobre operações triangulares, que coloca empresas brasileiras sob risco de sanções e tarifas retroativas caso sejam acusadas de mascarar a origem chinesa de produtos exportados. O governo brasileiro mantém o desafio de equilibrar a soberania comercial com a manutenção de relações estáveis com seus principais parceiros econômicos.
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