Ceará terá primeira fábrica mundial de pele de tilápia para queimaduras
Unidade em Jaguaribara processará pele de tilápia para curativos biológicos, reduzindo custos de tratamento e a necessidade de opioides.
Pontos principais
- A fábrica será instalada em Jaguaribara, Ceará, com um investimento de R$ 52 milhões.
- A tecnologia utiliza pele de tilápia como curativo biológico para queimaduras de segundo e terceiro graus.
- O processo de liofilização permitirá o armazenamento do produto sem refrigeração por até três anos.
- A capacidade inicial será de 4,3 mil peles por dia, com potencial de expansão para 12 mil unidades.
- A operação comercial está prevista para janeiro de 2028, dependendo de aprovações da Anvisa.
O Brasil iniciará a construção da primeira fábrica do mundo dedicada ao processamento em larga escala de pele de tilápia para o tratamento de queimaduras. Localizada em Jaguaribara, no Ceará, a unidade industrial recebeu um investimento de R$ 52 milhões e utilizará uma tecnologia desenvolvida pela Universidade Federal do Ceará (UFC). O método transforma a pele do peixe em um curativo biológico eficaz para lesões de segundo e terceiro graus, permitindo que o material seja armazenado por até três anos sem necessidade de refrigeração graças ao processo de liofilização. O projeto é considerado um avanço significativo para a saúde pública, com a expectativa de reduzir os custos de tratamento em 52%, além de diminuir a dependência de analgésicos opioides e a frequência de intervenções cirúrgicas. A expectativa é que a fábrica inicie suas operações em janeiro de 2028, após a obtenção das devidas aprovações regulatórias da Anvisa.
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