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Brasil terá primeira fábrica mundial de pele de tilápia para queimaduras

Unidade industrial no Ceará processará pele de tilápia para curativos biológicos, com início das operações previsto para janeiro de 2028.

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Foto: Época Negócios
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17/08 às 10:34, atualizado 13:03

Pontos principais

  • A fábrica será instalada em Jaguaribara, no Ceará, com investimento de R$ 52 milhões.
  • A tecnologia, desenvolvida pela Universidade Federal do Ceará, utiliza pele de tilápia para tratar queimaduras de segundo e terceiro graus.
  • O processo de liofilização permitirá o armazenamento do material sem refrigeração por até três anos.
  • A capacidade inicial de produção será de 4,3 mil peles diárias, podendo atingir 12 mil unidades.
  • O projeto estima uma redução de 52% nos custos de tratamento e menor dependência de analgésicos opioides.

O Brasil iniciará a construção da primeira fábrica do mundo dedicada ao processamento em larga escala de pele de tilápia para o tratamento de queimaduras. Localizada em Jaguaribara, no Ceará, a unidade aproveita a proximidade com o Açude Castanhão para transformar resíduos da piscicultura em curativos biológicos de alta eficácia. A tecnologia, desenvolvida pela Universidade Federal do Ceará, utiliza a liofilização para garantir que o material possa ser armazenado sem refrigeração por até três anos, facilitando a logística e a distribuição.

Com um investimento de R$ 52 milhões, a iniciativa visa otimizar o atendimento clínico, reduzindo custos em 52% e diminuindo a necessidade de intervenções cirúrgicas e o uso de analgésicos opioides. A operação comercial, que ainda aguarda aprovações regulatórias da Anvisa, tem previsão de início para janeiro de 2028, com expectativa de expandir a capacidade produtiva para 12 mil peles por dia em etapas futuras.

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