Estudo da Embrapa cria 'impressão digital' para rastrear origem de tainhas
Pesquisadores desenvolveram técnica de análise química que identifica a procedência geográfica de tainhas para combater fraudes no mercado.
Pontos principais
- A metodologia utiliza Ressonância Magnética Nuclear de Hidrogênio para mapear compostos químicos no músculo do peixe.
- A técnica diferencia tainhas capturadas em diversas regiões brasileiras com base em fatores ambientais e biológicos.
- O avanço tecnológico visa garantir a autenticidade do pescado e coibir fraudes comerciais.
- A análise servirá como base técnica para o pedido de Indicação Geográfica da tainha da Lagoa de Araruama.
Pesquisadores da Embrapa desenvolveram um método inovador para identificar a origem geográfica de tainhas por meio de uma "impressão digital" molecular. Utilizando a técnica de Ressonância Magnética Nuclear de Hidrogênio, a equipe mapeou compostos químicos presentes no músculo dos peixes, permitindo diferenciar espécimes capturados em diferentes regiões do Brasil. A precisão do método baseia-se na influência de fatores ambientais e biológicos específicos de cada ecossistema na composição química do animal. Além de representar um avanço científico, a tecnologia é uma ferramenta estratégica para o setor pesqueiro, pois auxilia no combate a fraudes e garante a rastreabilidade e a autenticidade do produto final ao consumidor. A metodologia já está sendo utilizada como suporte técnico para o processo de obtenção do selo de Indicação Geográfica da tainha da Lagoa de Araruama, valorizando a produção local.
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