Possível classificação da tilápia como espécie invasora gera impasse
A inclusão da tilápia na lista de espécies invasoras divide ministérios e gera preocupação no setor de piscicultura, que movimenta R$ 9,6 bilhões.
Pontos principais
- A tilápia-do-Nilo representa cerca de 70% da produção de peixes de cultivo no Brasil.
- O Ministério do Meio Ambiente busca a reclassificação para proteger a biodiversidade, enquanto pastas produtivas divergem da medida.
- O setor de piscicultura, que movimenta R$ 9,6 bilhões anuais, teme insegurança jurídica e custos elevados.
- A Conabio deve deliberar sobre a inclusão da espécie na Lista Nacional Oficial de Espécies Exóticas Invasoras.
O governo brasileiro enfrenta um impasse sobre a possível inclusão da tilápia-do-Nilo na lista nacional de espécies invasoras, decisão que pode impactar um setor que movimenta R$ 9,6 bilhões anuais. Enquanto o Ministério do Meio Ambiente defende a medida para mitigar riscos ambientais, produtores alertam que a espécie, responsável por 70% da piscicultura nacional, sofreria graves prejuízos econômicos com a nova classificação. A divergência também ocorre dentro da Esplanada, com os Ministérios da Agricultura e da Pesca posicionando-se contra a restrição, sob o argumento de que a medida ameaça a viabilidade da cadeia produtiva. A Conabio deve deliberar sobre o tema, enquanto a Câmara dos Deputados aprovou projeto que exige o aval das pastas produtivas para normas que impactem a criação de animais, buscando equilibrar a proteção ambiental com a competitividade do mercado.
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