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Anvisa aprova primeiro genérico de caneta de semaglutida no Brasil

A agência autorizou o registro da primeira versão genérica da semaglutida, produzida pela EMS, para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.

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Foto: Época Negócios
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17/08 às 11:03 · atualizado 17:03

Pontos principais

  • A Anvisa concedeu registro para a primeira caneta genérica de semaglutida, desenvolvida pela farmacêutica brasileira EMS.
  • O medicamento genérico é intercambiável automaticamente com o Ozivy, fármaco de referência da mesma fabricante.
  • A agência também aprovou o Semaclique, medicamento similar produzido pelo laboratório Germed.
  • Os novos fármacos são indicados para o controle de diabetes mellitus tipo 2 e obesidade em adultos.
  • A produção utiliza síntese química, diferenciando-se dos medicamentos biológicos originais disponíveis no mercado.
  • A comercialização depende da definição de preços pela CMED, com expectativa de custo inferior aos concorrentes.
  • O tratamento exige aplicação semanal e armazenamento sob refrigeração constante entre 2°C e 8°C.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oficializou a aprovação dos primeiros medicamentos injetáveis à base de semaglutida sintética no Brasil. O destaque da decisão é o registro da primeira versão genérica do fármaco, desenvolvida pela farmacêutica EMS. Além do genérico, a agência autorizou o Semaclique, um medicamento similar produzido pelo laboratório Germed, que integra o mesmo grupo econômico. A medida representa um passo importante para ampliar a concorrência no mercado de medicamentos para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, que tem registrado alta demanda global.

O genérico da EMS possui intercambialidade automática com o medicamento de referência Ozivy, facilitando a substituição nas farmácias. Diferente do Ozempic, que é um fármaco biológico, as novas opções aprovadas utilizam síntese química em sua composição. Embora a autorização tenha sido concedida, a chegada efetiva dos produtos às prateleiras ainda depende da definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A expectativa do setor é que a entrada desses novos players reduza os custos para os pacientes, embora a Anvisa reforce que o uso deve ser estritamente acompanhado por prescrição médica e aliado a hábitos de vida saudáveis.

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