Raízen divide operações e avança em reestruturação de dívida
A companhia separa os negócios de combustíveis e açúcar para otimizar a estrutura e reduzir o endividamento de R$ 65 bilhões.
Pontos principais
- A Raízen está sendo dividida em duas empresas distintas, focadas em distribuição de combustíveis e em produção de açúcar e etanol.
- A justiça confirmou em julho a reestruturação extrajudicial de R$ 65 bilhões em dívidas da companhia.
- A estratégia de simplificação incluiu a venda de cinco usinas de açúcar e etanol para reduzir o passivo financeiro.
- O EBITDA da divisão de combustíveis apresentou melhora, enquanto o segmento de açúcar e etanol sofreu com clima e preços menores.
A Raízen intensificou seu plano de reestruturação operacional e financeira com o objetivo de tornar a companhia mais eficiente e competitiva. O processo central envolve a cisão das operações em duas entidades independentes: uma dedicada à distribuição de combustíveis e outra voltada à produção de açúcar e etanol. Esta medida ocorre em paralelo à reestruturação extrajudicial de R$ 65 bilhões em dívidas, homologada pela Justiça em julho, que busca estabilizar a saúde financeira da empresa após a venda de cinco usinas. Segundo o CEO Nelson Gomes, a simplificação do portfólio é fundamental para enfrentar os desafios de mercado. Enquanto a divisão de combustíveis registrou ganhos impulsionados pelo controle de fraudes e preços do petróleo, o braço sucroenergético enfrentou dificuldades operacionais devido a condições climáticas adversas e à volatilidade das commodities.
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