Banco Central decreta liquidação extrajudicial do grupo Simpala
Regulador aponta graves violações normativas e deterioração financeira em empresas de consórcios e crédito sediadas em Porto Alegre.
Pontos principais
- A medida atinge a Simpala Lançadora e Administradora de Consórcios e a Simpala S.A. Crédito, Financiamento e Investimento.
- O Banco Central justificou a decisão pelo comprometimento da situação econômico-financeira e riscos aos credores.
- Bens dos controladores e ex-administradores das instituições foram tornados indisponíveis por determinação legal.
- O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) estima que pagará R$ 622 milhões a cerca de 21 mil credores da financeira.
- A garantia do FGC é limitada a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, conforme os limites estabelecidos pelo regulador.
- Controladores do grupo contestaram a decisão, classificando a liquidação como desproporcional.
- O Banco Central informou que as empresas possuem baixa participação no mercado financeiro nacional.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Simpala Lançadora e Administradora de Consórcios e da Simpala S.A. Crédito, Financiamento e Investimento. A decisão, que suspende imediatamente as atividades das empresas sediadas em Porto Alegre, foi motivada pela constatação de graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional e pela deterioração da situação econômico-financeira do conglomerado. Como parte do procedimento, o regulador determinou a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores das instituições, visando assegurar a integridade do processo de liquidação.
Para mitigar os impactos aos clientes, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) confirmou que as captações da financeira possuem cobertura. A estimativa é que o fundo desembolse cerca de R$ 622 milhões para atender aproximadamente 21 mil credores, respeitando o teto de garantia de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. O órgão regulador orientou que os interessados utilizem o aplicativo oficial do FGC para realizar o cadastro e acompanhar as etapas de ressarcimento dos valores elegíveis.
Em resposta, os controladores do grupo Simpala emitiram nota pública contestando a medida do Banco Central. A defesa classificou a liquidação como desproporcional, alegando um histórico de conformidade com a legislação vigente e expressando preocupação com o impacto da decisão sobre os 140 funcionários das instituições. Apesar da contestação, o Banco Central reiterou que continuará apurando responsabilidades administrativas e legais dos envolvidos. O regulador destacou que, embora o impacto no setor seja restrito — representando apenas 0,1% dos consorciados ativos no país —, a medida é necessária para proteger os interesses dos credores e a estabilidade do sistema.
Fonte primária
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