Peruanos são atraídos por falsas ofertas de trabalho e recrutados na Rússia
Centenas de peruanos foram aliciados com promessas de emprego na Rússia e acabaram sendo forçados a lutar na guerra na Ucrânia.
Pontos principais
- Intermediários utilizavam pseudônimos no WhatsApp para oferecer salários elevados em funções civis na Rússia.
- Ao chegarem ao país, os peruanos tinham documentos confiscados e eram obrigados a assinar contratos em russo sem tradução.
- O Ministério das Relações Exteriores do Peru estima que 459 cidadãos foram vítimas do esquema, com 11 mortes confirmadas.
- Autoridades peruanas investigam o caso como tráfico qualificado de pessoas, enquanto famílias relatam tortura e condições precárias.
Centenas de cidadãos peruanos tornaram-se vítimas de um esquema de tráfico humano que os levou diretamente para as linhas de frente do conflito na Ucrânia. Utilizando plataformas como o WhatsApp, recrutadores operando sob pseudônimos como 'Falcon' e 'Kraken' atraíam as vítimas com promessas de empregos bem remunerados como operários ou seguranças na Rússia. Uma vez em território russo, os trabalhadores eram despojados de seus documentos e forçados a assinar contratos militares em um idioma que não compreendiam, sendo posteriormente enviados ao combate. O Ministério das Relações Exteriores do Peru confirmou a gravidade da situação, registrando 11 mortes e 114 desaparecidos entre os 459 peruanos identificados no esquema. O caso, que agora é tratado pelas autoridades locais como tráfico qualificado de pessoas, expõe a vulnerabilidade de migrantes diante de redes criminosas que exploram a instabilidade geopolítica global para o recrutamento forçado.
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