Exército russo envia soldados feridos de volta ao combate na Ucrânia
Documentos judiciais e relatos revelam que militares russos, incluindo ex-detentos, retornam à linha de frente sem passar por juntas médicas obrigatórias.
Pontos principais
- Comandantes russos têm ignorado procedimentos legais de avaliação de aptidão física para o serviço militar.
- Soldados feridos são enviados de volta ao combate sem passar pelas juntas médicas exigidas por lei.
- O Ministério da Defesa da Rússia propôs tornar permanentes diretrizes que substituem exames complexos por avaliações simplificadas.
- Investigações apontam que a prática afeta especialmente prisioneiros recrutados para o conflito.
- Estimativas de inteligência indicam que o exército russo já acumula quase 500 mil baixas desde o início da guerra em 2022.
Documentos judiciais e investigações recentes revelam que o exército russo tem enviado soldados feridos de volta à linha de frente na Ucrânia sem a realização das avaliações médicas obrigatórias. A prática, que ignora os procedimentos legais de aptidão física, atinge diversos militares, com relatos específicos sobre o tratamento de prisioneiros recrutados. Em resposta à demanda por pessoal, o Ministério da Defesa da Rússia busca formalizar diretrizes que substituem as juntas médicas tradicionais por exames simplificados, visando manter o fluxo de combatentes no conflito prolongado. Especialistas apontam que essa gestão de recursos humanos reflete a pressão sobre as forças russas, que já somam quase 500 mil baixas desde o início da invasão em 2022. A medida é vista como uma estratégia para reforçar o contingente militar a longo prazo, apesar das críticas sobre a negligência no atendimento aos feridos em batalha.
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