Itamaraty registra 35 mortes de brasileiros na guerra na Ucrânia
O governo brasileiro contabiliza 35 mortes e 92 desaparecimentos de cidadãos que atuam como combatentes no conflito ucraniano.
Pontos principais
- O Itamaraty confirmou 35 mortes e 92 desaparecimentos de brasileiros envolvidos no conflito.
- A Ucrânia reformulou contratos para estrangeiros, oferecendo salários elevados e benefícios migratórios.
- A Rússia classifica voluntários estrangeiros como mercenários, excluindo-os das proteções da Convenção de Genebra.
- Investigações apuram denúncias de abusos e tortura em unidade militar composta por brasileiros.
- O governo brasileiro mantém recomendação para que cidadãos evitem o alistamento devido aos riscos elevados.
O Itamaraty confirmou que o Brasil figura entre os países com maior número de combatentes estrangeiros mortos na guerra na Ucrânia, totalizando 35 óbitos e 92 desaparecimentos. O governo ucraniano tem buscado atrair voluntários internacionais por meio de novos incentivos financeiros e facilidades migratórias para reforçar suas linhas de frente. Contudo, a situação jurídica desses combatentes é incerta, uma vez que a Rússia os classifica como mercenários, negando-lhes as proteções garantidas pela Convenção de Genebra, enquanto a Ucrânia os trata como soldados oficiais. Além dos riscos inerentes ao campo de batalha, autoridades investigam denúncias de abusos e tortura dentro de unidades formadas por brasileiros. O Ministério das Relações Exteriores reforça a recomendação para que brasileiros não se envolvam no conflito, alertando para a limitada capacidade de assistência consular em zonas de guerra.
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