Especialistas debatem soberania digital no CPDP LatAm 2026
Especialistas no CPDP LatAm 2026 definem soberania digital como a capacidade estratégica de escolha e cooperação em vez de isolamento tecnológico.
Pontos principais
- O evento CPDP LatAm 2026, organizado pela FGV Direito Rio, discutiu os desafios da soberania digital no cenário global.
- Especialistas afirmam que a soberania digital plena é inviável devido à interdependência das cadeias produtivas de tecnologia.
- A estratégia recomendada foca na diversificação de fornecedores para reduzir vulnerabilidades geopolíticas.
- A cooperação internacional, exemplificada pelo acordo entre ANPD e Comissão Europeia, foi apontada como modelo de governança.
Durante o CPDP LatAm 2026, realizado pela FGV Direito Rio, especialistas refutaram a ideia de que a soberania digital signifique independência absoluta. O consenso entre os debatedores é que, dada a natureza global da infraestrutura de internet, a soberania deve ser compreendida como a capacidade de um Estado exercer poder de escolha e mitigar riscos através da diversificação de fornecedores. O embaixador Eugênio Garcia e a relatora da ONU, Ana Brian, destacaram que a desconexão entre legislações nacionais e a realidade técnica global exige uma abordagem baseada na cooperação internacional. Nesse contexto, acordos de adequação, como o firmado entre a ANPD e a Comissão Europeia, surgem como ferramentas essenciais para garantir que países mantenham autonomia estratégica sem se isolarem do ecossistema tecnológico mundial.
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