Brasil integra aliança chinesa de IA em busca de soberania digital
O Brasil tornou-se membro fundador da Waico, organização liderada pela China que propõe um modelo de governança de IA baseado em código aberto.
Pontos principais
- O Brasil é um dos 29 países fundadores da Waico, organização sediada em Xangai focada em IA de código aberto.
- A iniciativa chinesa atua como contraponto ao projeto Pax Silica, liderado pelos Estados Unidos para consolidar sua hegemonia no setor.
- Especialistas sugerem que a parceria pode reduzir a dependência tecnológica brasileira em relação às big techs americanas.
- O governo brasileiro mantém diálogo com ambos os blocos, defendendo uma governança global inclusiva para a tecnologia.
O Brasil oficializou sua entrada como membro fundador da Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial (Waico), iniciativa sediada em Xangai e liderada pela China. O movimento coloca o país no centro da disputa geopolítica tecnológica, servindo como contraponto à Pax Silica, projeto dos Estados Unidos que busca manter a liderança americana através do controle de infraestruturas e cadeias de suprimentos de IA. Enquanto o governo brasileiro defende uma governança intergovernamental inclusiva, o subsecretário de Estado dos EUA, Jacob Helberg, criticou a busca pela soberania digital, argumentando que a dependência de infraestruturas americanas favorece a eficiência e a inovação. A adesão à Waico é vista por especialistas como uma oportunidade estratégica para o Brasil desenvolver infraestrutura própria e mitigar a dependência tecnológica de grandes corporações estrangeiras.
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