Câmara debate criação de política nacional de assistência à endometriose
Audiência pública discute unificação de protocolos no SUS para agilizar diagnóstico e tratamento da doença, que afeta 7 milhões de brasileiras.
Pontos principais
- A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher debateu a implementação de diretrizes nacionais para o enfrentamento da endometriose.
- O PL 3246/21 é um dos principais projetos em pauta, visando instituir um programa de prevenção e tratamento no SUS.
- Especialistas apontam que a ausência de um protocolo unificado atrasa diagnósticos e eleva custos para o sistema de saúde.
- A doença atinge cerca de 7 milhões de mulheres em idade reprodutiva no Brasil, enfrentando problemas de subnotificação.
Especialistas, parlamentares e representantes de pacientes reuniram-se na Câmara dos Deputados para discutir a criação de uma política nacional de assistência à endometriose. O debate, realizado na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, enfatizou a urgência de unificar os protocolos de diagnóstico e tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, a falta de diretrizes padronizadas contribui para a demora no diagnóstico, que pode levar anos, e agrava a subnotificação da condição, que afeta aproximadamente 7 milhões de brasileiras em idade reprodutiva. A discussão centralizou-se na tramitação de propostas legislativas, como o PL 3246/21, que busca estruturar um programa nacional de enfrentamento à doença. A expectativa é que a formalização dessas políticas reduza o impacto clínico e financeiro da endometriose, garantindo um atendimento mais célere e eficiente para as pacientes em todo o país.
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