Banco Central estuda restringir mensagens no Pix para evitar ameaças
O órgão desenvolve ferramentas de inteligência artificial para identificar fraudes e coibir o uso indevido do sistema de pagamentos instantâneos.
Pontos principais
- O Banco Central avalia limitar o campo de mensagens do Pix para impedir o envio de conteúdos ofensivos.
- Um grupo de trabalho no Fórum Pix analisa alternativas para preservar a integridade das transações.
- Uma nova ferramenta de machine learning está sendo desenvolvida para calcular o risco de fraude em tempo real.
- O Pix movimentou mais de R$ 35 trilhões em 2025, alcançando quase 80 bilhões de transações no período.
O Banco Central do Brasil iniciou estudos para restringir o uso do campo de mensagens nas transações via Pix, visando coibir o envio de ameaças e conteúdos ofensivos entre usuários. A iniciativa, debatida por um grupo de trabalho no Fórum Pix, busca preservar a segurança e a integridade do sistema de pagamentos. Paralelamente, o órgão aprimora suas defesas tecnológicas com o desenvolvimento de um novo indicador de fraude baseado em inteligência artificial e machine learning, capaz de realizar análises de risco em tempo real. Essas medidas ganham relevância diante do crescimento exponencial da ferramenta, que registrou quase 80 bilhões de transações e movimentou mais de R$ 35 trilhões ao longo de 2025. O aprimoramento do bloqueio cautelar e a padronização de alertas de golpe também estão entre as prioridades da autoridade monetária para mitigar riscos operacionais.
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