Amorim questiona eficácia de classificar facções como terroristas
O assessor Celso Amorim defendeu na Câmara que o combate ao crime organizado deve seguir a Constituição, sem equiparação a grupos terroristas.
Pontos principais
- Celso Amorim prestou esclarecimentos à Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.
- O assessor afirmou que a classificação de facções como terroristas não gera ganhos concretos para a cooperação internacional.
- O governo brasileiro prioriza o uso de instrumentos jurídicos já existentes para o enfrentamento ao crime organizado.
- A audiência foi motivada pela decisão dos Estados Unidos de designar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas globais.
O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, defendeu na Câmara dos Deputados que o combate às facções criminosas no Brasil deve ser conduzido estritamente dentro dos limites do Estado Democrático de Direito e da Constituição. Em audiência na Comissão de Relações Exteriores, Amorim argumentou que a classificação de grupos como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas — medida adotada recentemente pelos Estados Unidos — não traz benefícios práticos para a cooperação internacional ou para a segurança pública nacional. Segundo o assessor, o governo brasileiro mantém uma postura firme contra o crime organizado, mas prefere utilizar os instrumentos jurídicos já previstos na legislação vigente em vez de adotar a equiparação ao terrorismo. O debate também destacou a necessidade de gerenciar as divergências diplomáticas com Washington por meio do diálogo constante entre as nações.
Comentários
Carregando comentários...
