Itamaraty critica classificação de facções brasileiras como terroristas pelos EUA
Governo brasileiro contesta decisão unilateral dos EUA de classificar PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas por riscos à soberania.
Pontos principais
- O Itamaraty afirma não ter recebido notificação formal sobre a designação das facções brasileiras.
- A medida impõe sanções financeiras, bloqueio de ativos e restrições de entrada para integrantes dos grupos.
- O governo brasileiro avalia que a decisão é juridicamente inadequada e ineficaz para a cooperação internacional.
- Há preocupação oficial com possíveis ações judiciais extraterritoriais e uso de força militar em território nacional.
O Ministério das Relações Exteriores manifestou forte descontentamento com a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Em vigor desde junho de 2026, a medida impõe sanções financeiras e restrições severas aos membros dessas facções. O Itamaraty classificou a iniciativa como unilateral e alertou para riscos à soberania nacional, destacando a ausência de comunicação prévia entre os governos. Para o Brasil, a classificação não traz benefícios práticos ao combate ao crime organizado, uma vez que os mecanismos de cooperação já existentes seriam suficientes para tratar de lavagem de dinheiro e crimes transnacionais. O governo brasileiro teme que a designação abra precedentes para ações judiciais extraterritoriais ou intervenções militares em solo nacional, o que motivou uma avaliação crítica sobre a adequação jurídica da medida adotada pela gestão do presidente Donald Trump.
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