Ondas de calor podem custar 180 bilhões de euros à economia europeia em 2026
Estimativa do Triodos Bank aponta que o calor extremo pode zerar o crescimento econômico da União Europeia em 2026 devido à queda na produtividade.
Pontos principais
- O impacto financeiro projetado é de 180 bilhões de euros, montante equivalente a todo o crescimento esperado para a região em 2026.
- A queda na produtividade laboral, especialmente em setores externos e sem climatização, é o principal motor das perdas econômicas.
- A França é apontada como um dos países mais vulneráveis devido à baixa adaptação de sua infraestrutura às altas temperaturas.
- A Polônia deve apresentar maior resiliência, com uma projeção de crescimento de 2,9% para o período.
- O relatório destaca que os custos das mudanças climáticas já superam as previsões de longo prazo, afetando a produção atual.
Uma nova análise do Triodos Bank projeta que as ondas de calor extremo podem reduzir o crescimento econômico da União Europeia em 1% ao longo de 2026. O prejuízo estimado de 180 bilhões de euros equivale à totalidade da expansão econômica prevista para o bloco no ano, sinalizando um risco significativo para a estabilidade financeira regional. O estudo aponta que a redução da produtividade dos trabalhadores, particularmente em atividades ao ar livre e em ambientes sem climatização adequada, é o fator determinante para a perda de receita. Enquanto países como a França enfrentam riscos elevados de contração econômica devido à infraestrutura pouco adaptada, nações como a Polônia demonstram maior resiliência, mantendo projeções de crescimento de 2,9%. O banco alerta que os custos das mudanças climáticas já impactam a infraestrutura e a produção atual, superando as estimativas de longo prazo.
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