Fundos de investimento registram resgate líquido de R$ 25,3 bilhões em julho
A indústria de fundos brasileira teve saída líquida recorde em julho, liderada por resgates em renda fixa, multimercados e ações.
Pontos principais
- O resgate líquido de R$ 25,3 bilhões em julho marcou o segundo mês consecutivo de saída de recursos da indústria.
- A classe de renda fixa liderou as retiradas, com um saldo negativo de R$ 19,8 bilhões no mês.
- Fundos multimercados, de ações e de previdência também registraram saídas líquidas de R$ 5,5 bilhões, R$ 1,4 bilhão e R$ 1 bilhão, respectivamente.
- Os resgates em renda fixa refletem a volatilidade das cotas de crédito privado observada entre março e abril.
- ETFs de renda fixa registraram captação positiva e superaram o patrimônio dos ETFs de renda variável, atingindo R$ 61 bilhões.
- No acumulado de 2026, a indústria ainda mantém um saldo positivo de R$ 208,8 bilhões em aportes líquidos.
A indústria brasileira de fundos de investimento enfrentou um movimento intenso de resgates em julho, totalizando uma saída líquida de R$ 25,3 bilhões. Segundo dados da Anbima, o movimento foi impulsionado majoritariamente pela renda fixa, que registrou retiradas de R$ 19,8 bilhões. O cenário é reflexo de um ajuste nas carteiras de crédito privado, que sofreram com a volatilidade e a queda no preço das cotas nos meses anteriores devido ao aumento da percepção de risco e renegociações de dívidas corporativas.
Apesar da debandada em categorias tradicionais, os ETFs de renda fixa se destacaram positivamente, atraindo novos aportes e ultrapassando o patrimônio dos ETFs de renda variável pela primeira vez. Enquanto investidores demonstram maior aversão ao risco diante dos juros elevados e incertezas macroeconômicas, gestores apontam que o ritmo de resgates tende a diminuir com a estabilização das taxas de mercado e a melhora na remuneração dos ativos.
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