Polícia de SP indicia representantes do Goldman Sachs por fraude na Oncoclínicas
Investigação aponta manobras societárias para evitar oferta pública de ações, causando prejuízos a acionistas minoritários da companhia.
Pontos principais
- Dois representantes do Goldman Sachs foram indiciados por suspeita de fraude e estelionato.
- A polícia aponta que a estrutura societária da Oncoclínicas foi manipulada para evitar a obrigatoriedade de uma OPA.
- O inquérito indica que informações falsas foram prestadas ao mercado para manter participações acionárias acima do limite estatutário.
- A prática teria resultado em prejuízos financeiros diretos aos acionistas minoritários da empresa.
A Polícia Civil de São Paulo indiciou dois representantes do Goldman Sachs no âmbito de uma investigação sobre a estrutura societária da Oncoclínicas. Segundo o inquérito, aberto em 2025, os envolvidos teriam participado de manobras para induzir reguladores e o mercado ao erro, omitindo a realidade da composição acionária da empresa. O objetivo central da suposta fraude seria evitar a obrigatoriedade de realizar uma Oferta Pública de Ações (OPA), mantendo participações acima dos limites estabelecidos pelo estatuto. A conduta teria prejudicado acionistas minoritários, que foram impactados pela divergência entre as informações divulgadas e a situação real da companhia. Até o momento, representantes do Goldman Sachs, da Oncoclínicas e da Latache não se manifestaram sobre as acusações. O caso segue sob análise das autoridades competentes para determinar as responsabilidades legais dos envolvidos.
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