Acionistas minoritários contestam valor de OPA da Oncoclínicas na CVM
Investidores questionam o preço da oferta do fundo Centaurus e pedem o afastamento de gerência da CVM por suposta falta de imparcialidade no processo.
Pontos principais
- Acionistas minoritários defendem um valor superior a R$ 16 por ação na OPA, enquanto o mercado precifica o papel em R$ 1,46.
- A associação Abraicc solicita o afastamento da gerência SRE/GER-1 da CVM, alegando falhas processuais e prazos exíguos.
- O grupo pede a redistribuição do processo para outro relator, citando falta de imparcialidade na condução da oferta.
- A diretora da CVM, Marina Copola, declarou impedimento na votação devido a conflitos de interesse.
A Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Oncoclínicas, proposta pelo fundo Centaurus, enfrenta uma disputa crescente na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Acionistas minoritários, representados pela Abraicc, contestam o valor da oferta, argumentando que o preço proposto não reflete o valor justo da companhia. Enquanto o mercado precifica a ação em R$ 1,46, os investidores buscam um valor superior a R$ 16 por papel. O impasse ganhou novos contornos com o pedido de afastamento da gerência SRE/GER-1 da CVM, sob alegação de falhas processuais, como o envio de documentos para endereços incorretos e prazos insuficientes para resposta. Os investidores solicitam a redistribuição do caso para outro relator, visando garantir a imparcialidade do processo. A situação é agravada pelo impedimento da diretora Marina Copola, que se afastou da votação por conflitos de interesse, evidenciando as tensões entre investidores e a regulação do mercado.
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