China pede para ingressar em disputa do Brasil contra tarifas dos EUA
Pequim solicitou formalmente participar das consultas na OMC sobre as tarifas impostas pelo governo Trump a produtos brasileiros.
Pontos principais
- A China protocolou pedido em Genebra para integrar o processo iniciado pelo Brasil na OMC.
- O governo Trump impôs tarifas de até 37,5% sobre produtos brasileiros.
- Pequim alega ter interesse comercial substancial no caso, temendo medidas similares contra produtos chineses.
- A movimentação aumenta a pressão diplomática e comercial sobre a política tarifária dos Estados Unidos.
A China solicitou formalmente à Organização Mundial do Comércio (OMC) o ingresso nas consultas iniciadas pelo Brasil contra as tarifas impostas pelo governo do presidente Donald Trump. As medidas, que atingem produtos brasileiros com taxas de até 37,5%, tornaram-se alvo de uma disputa comercial que agora ganha contornos globais com a entrada de Pequim no processo. O governo chinês justificou a intervenção alegando possuir um interesse comercial substancial no caso, sinalizando preocupação com a possibilidade de que os Estados Unidos adotem políticas tarifárias semelhantes contra mercadorias chinesas no futuro. A iniciativa, confirmada por fontes diplomáticas, intensifica a pressão internacional sobre a estratégia protecionista da atual gestão americana. A participação da China na disputa reforça a complexidade das relações comerciais sob a administração Trump e coloca em xeque a conformidade das novas tarifas com as regras multilaterais de comércio.
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