Abiquim defende ajustes no mercado de gás para elevar competitividade
Setor industrial busca mudanças regulatórias e maior concorrência para reduzir o custo do gás natural no Brasil e estimular a reindustrialização.
Pontos principais
- O preço do gás natural no Brasil oscila entre US$ 12 e US$ 20 por milhão de BTU, dificultando a competitividade internacional.
- A Abiquim defende a implementação plena da Lei do Gás e do programa Gás para Empregar como pilares para o setor.
- A comercialização direta pela PPSA é proposta para reduzir a intermediação e diminuir o preço final do insumo.
- Mecanismos de 'gas release' estão em discussão para limitar a concentração de oferta e fomentar a concorrência no mercado.
O presidente da Abiquim, André Passos Cordeiro, reforçou a necessidade de ajustes regulatórios urgentes para reduzir os custos do gás natural no Brasil. Atualmente, o insumo chega a custar até US$ 20 por milhão de BTU, um patamar que prejudica a competitividade da indústria nacional frente ao mercado global. A entidade aponta que a alta concentração na produção e distribuição do gás impede uma dinâmica de preços mais eficiente, tornando essencial a aplicação de medidas como a comercialização direta pela PPSA e a adoção de mecanismos de 'gas release'. Essas ações, integradas à Lei do Gás e ao programa Gás para Empregar, são vistas como fundamentais para destravar investimentos e promover a reindustrialização do país, garantindo um ambiente de negócios mais equilibrado e menos dependente de intermediários.
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