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Netanyahu rejeita plano de paz de 15 pontos proposto por Trump

O primeiro-ministro de Israel recusou a proposta dos EUA para o desarmamento do Hamas, alegando que os termos são insuficientes para a segurança nacional.

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Foto: Times Brasil
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09/08 às 09:31 · atualizado 11:31

Pontos principais

  • O plano de 15 pontos foi apresentado pela administração Trump no mês passado para mediar o conflito em Gaza.
  • A proposta previa a retirada gradual das Forças de Defesa de Israel em troca do desarmamento do Hamas.
  • Benjamin Netanyahu formalizou a recusa neste domingo, afirmando que a segurança de Israel depende da eliminação total da capacidade militar do grupo.
  • A decisão marca um distanciamento diplomático entre o governo israelense e a Casa Branca.
  • O Hamas solicitou que os Estados Unidos aumentem a pressão sobre Israel para que o cronograma de paz seja aceito.
  • Netanyahu enfrenta pressões internas de aliados de direita em meio ao cenário de conflito contínuo.
  • O governo americano mantém negociações para tentar conciliar suas diretrizes de segurança com as exigências israelenses.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou formalmente o plano de paz de 15 pontos apresentado pelo governo do presidente Donald Trump para a Faixa de Gaza. A proposta, elaborada pela administração americana, estabelecia um roteiro para o fim das hostilidades, condicionando a retirada das Forças de Defesa de Israel ao desarmamento completo do Hamas. Segundo Netanyahu, os termos apresentados são insuficientes para garantir a segurança nacional de Israel, mantendo a posição de que a capacidade militar do grupo palestino deve ser totalmente eliminada antes de qualquer movimentação de tropas.

A recusa pública expõe fissuras na aliança estratégica entre Washington e Tel Aviv, marcando um momento de tensão diplomática entre os dois líderes. Enquanto a Casa Branca busca estabelecer diretrizes para a governança e a segurança de Gaza no pós-conflito, o governo israelense enfrenta pressões internas de aliados de direita e um cenário político desafiador. Paralelamente, o Hamas solicitou que os Estados Unidos intensifiquem a pressão sobre Israel para que o cronograma de paz proposto seja cumprido, complicando ainda mais as negociações em curso para uma solução regional.

Fonte primária

Gabinete do Primeiro-Ministro de Israel (vídeo oficial, via X/@IsraeliPM)

Declaração de Netanyahu no início da reunião do governo — rejeição do "documento de 15 pontos"

No vídeo oficial da fala de abertura da reunião do governo de domingo, Netanyahu declara, repetindo a frase duas vezes para ênfase: "Israel rejeita o documento de 15 pontos." Ele afirma que as Forças de Defesa de Israel (IDF) não farão nenhuma retirada até o desarmamento do Hamas — especificando que isso significa "armamento pesado, armamento menos pesado e armamento leve, todas as armas", e que Israel exige "desarmamento real, não desarmamento fictício". Diz que o tema segue em negociação com os americanos, que "têm ideias, parte aceitáveis para nós e parte não", e que Israel "sabe se manter firme diante disso". Reafirma que, enquanto for primeiro-ministro, não haverá Estado palestino "nem em Gaza nem na Cisjordânia — nem 'Fatahstão' nem 'Hamastão'". Sobre o Irã, diz que o país não atacou Israel nas últimas semanas, apesar de atacar outros alvos na região, "porque sabe o golpe poderoso que lhe infligiríamos" caso o fizesse, e que, com ou sem acordo, o Irã não terá arma nuclear enquanto ele for premiê. Sobre o Líbano, afirma que Israel agiu com força nos últimos dias, eliminando combatentes, inclusive na Crista do Litani, sem detalhar por estar em "atividade muito importante" em curso. Encerra dizendo que a segurança de Israel não é negociável e que o país está pronto para se posicionar mesmo diante dos aliados mais próximos quando necessário.

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