Nova lei endurece penas para crimes sexuais contra menores no Brasil
Legislação amplia punições, tipifica uso de IA e deepfakes e exige que criminosos custeiem tratamento psicológico das vítimas.
Pontos principais
- Crimes sexuais contra menores passam a ser classificados como hediondos.
- Uso de inteligência artificial e deepfakes para criar conteúdo ilícito é tipificado com penas mais severas.
- Terminologia jurídica foi atualizada para 'violência sexual contra criança ou adolescente'.
- Condenados deverão custear o tratamento psicológico e psicossocial das vítimas no SUS.
- Uso de ferramentas de anonimização, como VPNs, para fins criminosos agrava a pena.
O governo brasileiro sancionou uma nova legislação que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para endurecer o combate a crimes sexuais contra menores. A medida classifica essas infrações como hediondas e atualiza o arcabouço jurídico para incluir tecnologias emergentes, punindo especificamente o uso de inteligência artificial e deepfakes na produção de material ilícito. Além disso, a lei substitui o termo 'pornografia infantil' por 'violência sexual contra criança ou adolescente', refletindo uma mudança na abordagem estatal sobre a proteção de vulneráveis.
Entre as inovações, destaca-se a obrigatoriedade de que os autores dos crimes custeiem o tratamento psicológico e psicossocial das vítimas, inclusive quando realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A legislação também estabelece o uso de ferramentas de anonimização digital, como VPNs, como um fator de aumento de pena, visando desestimular a distribuição de conteúdos criminosos em ambientes digitais protegidos.
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