Cargo de chefe de gabinete ganha força entre CEOs nos EUA
A função de chief of staff evoluiu de assistente para um posto estratégico, com alta de 85% nas vagas americanas desde 2020.
Pontos principais
- O número de anúncios para chefes de gabinete nos EUA cresceu 85% desde 2020, segundo dados do Indeed.
- O cargo deixou de ser uma função de suporte administrativo para se tornar um braço direito focado em estratégia e execução.
- Empresas como IMAX e Stitch Fix utilizam o profissional para coordenar projetos complexos e apoiar decisões prioritárias do CEO.
- A posição é considerada um caminho para a formação de novos executivos, oferecendo uma visão transversal da companhia.
- No Brasil, a adoção da função ainda se concentra majoritariamente no ecossistema de startups e tecnologia.
O papel de chefe de gabinete, ou chief of staff, consolidou-se como uma tendência estratégica entre CEOs de grandes empresas americanas. Diferente de um assistente tradicional, o profissional atua como um braço direito na tomada de decisões e na execução de projetos complexos, permitindo que o executivo principal foque em prioridades de alto impacto. A ascensão do cargo reflete uma mudança na gestão corporativa, onde a necessidade de agilidade operacional tornou a função um atalho para a formação de futuros líderes, que passam a ter uma visão ampla e transversal do negócio. Enquanto a demanda cresce nos EUA, o uso da função no Brasil permanece restrito ao setor de tecnologia. Paralelamente, alguns líderes, como o CEO do Match Group, optam por substituir essa intermediação humana por ferramentas de inteligência artificial para otimizar tarefas organizacionais.
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