Rotatividade de CFOs atinge recorde no Brasil
O tempo médio de permanência de CFOs no Brasil caiu para 4,5 anos, refletindo uma mudança nas exigências estratégicas para o cargo.
Pontos principais
- O tempo médio de permanência dos CFOs no Brasil reduziu-se para 4,5 anos.
- O papel do executivo financeiro expandiu-se para incluir estratégia, transformação digital e relação com investidores.
- Cerca de 13% das transições de CFO no país resultam em promoções para o cargo de CEO.
- A participação feminina em cargos de CFO nas empresas do Novo Mercado é de apenas 14%.
O mercado de trabalho para diretores financeiros (CFOs) no Brasil atravessa um período de transformação, marcado por uma rotatividade recorde. Segundo dados da Russell Reynolds Associates, o tempo médio de permanência no cargo caiu para 4,5 anos, impulsionado pela necessidade de competências que vão além da gestão financeira tradicional. Atualmente, as empresas buscam executivos capazes de liderar estratégias de transformação digital e gerir a comunicação com investidores, priorizando profissionais com experiência prévia para acelerar resultados. A posição tem se tornado, cada vez mais, um trampolim para a liderança máxima, com 13% das transições culminando em promoções para CEO. Apesar da valorização estratégica da função, a diversidade de gênero ainda é um desafio, com mulheres ocupando apenas 14% das cadeiras de CFO nas empresas listadas no Novo Mercado.
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